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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saiba como se sente uma mulher que perdeu seu bebê.

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Impressionante! Não tiro uma vírgula do texto abaixo. É exatamente assim que nos sentimos.

Quando estiver tentando ajudar uma mulher que sofreu um aborto espontaneo ou qualquer intercorrência que a impediu de levar sua gravidez a frente, não ofereça sua opinião pessoal sobre sua vida, suas escolhas, seus projetos para seus filhos. Nenhuma mulher nesta situação está procurado por opiniões (de leigos) sobre porque isto aconteceu ou como ela deveria se comportar.

Não diga: É a vontade de Deus. Mesmo se nós somos membros de uma mesma congregação, a menos que você seja um dirigente desta igreja e eu estiver procurando por sua orientação espiritual, por favor, não deduza o que Deus quer para mim. A vontade de Deus é que ninguém sofra. Ele apenas permite. Apesar de saber que muitas coisas terríveis que acontecem são permitidos por Deus, isto não faz estes acontecimentos menos terríveis.

Não diga: Foi melhor assim, havia alguma coisa errada com seu bebê. O fato de haver alguma coisa errada com o bebê é que me faz tão triste. Meu pobre bebê não teve chance. Por favor, não tente me confortar destacando isto.

Não diga: Você pode ter outro. Este bebê nunca foi descartável. Se tivesse a escolha entre perder esta criança ou furar meu olho com um garfo, eu teria dito: Onde está o garfo? Eu morreria por esta criança, assim como você morreria por seu filho. Uma mãe pode ter dez filhos, mas sempre sentirá falta daquele que se foi.

Não diga: Agradeça a Deus pelo(s) filho(s) que você tem. Se a sua mãe morresse num terrível acidente e você estivesse triste, sua tristeza seria menor porque você tem seu pai?

Não diga: Agradeça a Deus porque você perdeu seu filho antes de amá-lo realmente. Eu amava meu filho ou minha filha. Ainda que eu tenha perdido meu bebê tão cedo ou quando nasceu, eu o amava.

Não diga: Já não é hora de deixar isto para trás e seguir em frente? Esta situação não é algo que me agrada. Eu queria que nunca tivesse acontecido. Mas aconteceu e faz parte de mim para sempre. A tristeza tem seu tempo, que não é o meu ou o seu.

Não diga: Eu entendo como você se sente. A menos que você tenha perdido um bebê, você realmente não sabe como eu me sinto. E mesmo que você tivesse perdido, cada um vivencia esta tristeza de modo diferente.

Não me conte histórias terríveis sobre sua vizinha, prima ou mãe que teve um caso parecido ou pior. A última coisa que preciso ouvir agora é que isto pode acontecer seis vezes pior ou coisas assim. Estas histórias me assustam e geram noites de insônia, assim também como tiram minhas esperanças. Mesmo as que tenham tido final feliz, não compartilhe comigo.

Não finja que nada aconteceu e não mude de assunto quando eu falar sobre o ocorrido. Se eu disser antes do bebê morrer... Ou quando eu estava grávida... Não se assuste. Se eu estiver falando sobre o assunto, isto significa que quero falar. Deixe-me falar. Fingir que nada aconteceu só vai me fazer sentir incrivelmente sozinha.

Não diga: Não é sua culpa. Talvez não tenha sido minha culpa, mas era minha responsabilidade e eu sinto que falhei. O fato de não ter tido êxito só me faz sentir pior. Aquele pequenino ser dependia unicamente de mim para trazê-lo ao mundo, e eu não consegui. Eu deveria trazê-lo para uma longa vida e não pude dar-lhe ao menos sua infância. Eu estou tão brava com meu corpo que você não pode imaginar.

Não me diga: Bem, você não estava tão certa se queria ter este bebê... Eu já me sinto muito culpada sobre ter reclamado sobre mal-estares matinais, ou que eu não me sentia preparada para esta gravidez, ou coisas assim. Eu já temo que este bebê morreu porque eu não tomei as vitaminas, comi ou tomei algo que não devia nas primeiras semanas, quando eu não sabia que estava grávida. Eu me odeio por cada minuto que tenha limitado a vida deste bebê. Se sentir insegura sobre uma gravidez não é a mesma coisa que querer que meu bebê morra, eu nunca teria feito esta escolha.

Diga: Eu sinto muito. É o suficiente. Você não precisa ser eloqüente. As palavras dizem por si.

Diga: Ofereço-lhe meu ombro e meus ouvidos.

Diga: Vocês vão ser pais maravilhosos um dia, ou vocês são os pais mais maravilhosos e este bebê teve sorte em ter vocês. Nós dois precisamos disso.

Diga: Eu fiz uma oração por vocês. Mande flores ou uma pequena mensagem. Cada uma que recebi, me fez sentir que meu bebê era amado. Não envie novamente se eu não responder.

Não ligue mais de uma vez e não fique brava(o) se a secretária eletrônica estiver ligada e eu não retornar sua chamada. Se nós somos amigos íntimos e eu não estiver respondendo suas ligações, por favor, não tente novamente. Ajude-me desta maneira por enquanto.

Não espere tão cedo que eu apareça em festas, festas infantis ou chás para bebês, ou vibre de alegria no dia das mães. Na hora certa estarei lá.

Se você é meu chefe ou companheiro de trabalho:

Reconheça que eu sofri uma morte em minha família; não é simplesmente uma licença médica. Reconheça que, além dos efeitos colaterais físicos, eu vou estar triste e angustiada por algum tempo. Por favor, me trate como você trataria uma pessoa que vivenciou a morte trágica de alguém que amava. Eu preciso de tempo e espaço.

Por favor, não traga seu bebê ou filho pequeno para eu ver. Nem fotos. Se sua sobrinha está grávida, ou sua irmã teve um bebê há pouco, por favor, não divida comigo agora. Não é que eu não possa ficar feliz por ninguém mais, é só que cada vez que vejo um bebê sorrindo ou uma mãe envolta nesta felicidade, me traz tanta saudade ao coração que eu mal posso agüentar. Eu talvez diga olá, mas talvez não consiga reprimir as lágrimas.

Talvez ainda se passarão semanas ou meses antes que eu fique pelo menos uma hora sem pensar nisso. Você saberá quando eu estiver pronta. Eu serei aquela que perguntará pelos bebês, ou como está aquele garotinho lindo?

Acima de tudo, por favor, lembre-se que isto é a pior coisa que já me aconteceu.

A palavra morte é pequena e fácil de dizer. Mas a morte do meu bebê é única e terrível. Vai levar um bom tempo até que eu descubra como conviver com isto.
Ajude-me.


* Carta escrita por uma enfermeira americana que perdeu seu bebê ainda em seu ventre. Esta mensagem expressa exatamente o que todas nós que passamos pelo mesmo drama terrível precisamos e achamos melhor enquanto a cura não vem.

sábado, 11 de julho de 2009

Michael, talvez agora eles te deixem em paz...

Ainda me sinto em estado de choque com a morte dele. Sinceramente, não consigo acreditar...Sei lá... Uma parte de mim, a racional, diz: Ele morreu mesmo! Outra parte, a emocional, de fã, diz: Ele está vivo num lugar bem longe, incógnita e agora terá a vida de paz que sonhou.
Seja lá o que tiver acontecido de verdade, espero que Michael tenha encontrado a paz.
Longe das maldades, maledicências, dos julgamentos, dos dedos apontados e de toda incompreensão das pessoas que jamais conseguiram enxergar o que ia em sua alma pura.

Minha consciência não me acusa nesse momento de luto. Eu sempre acreditei em sua inocência. Um artista genial, um ser humano atormentado, que só queria viver a infância que não teve através da pureza das crianças que lhe rodeavam.

De qualquer forma, Michael, desejo que descanses em paz.





Childhood (tradução)

Composição: Michael Jackson

Vocês viram a minha infância por aí?
Estou procurando pelo mundo
De onde venho
Porque eu tenho procurado
Nos “achados e perdidos” do meu coração
Ninguém me entende…

Eles vêem isso simplesmente
como estranhas excentricidades
Porque eu continuo brincando por aí
Como uma criança, mas perdoem-me…

As pessoas dizem que eu não estou passando bem
Porque eu amo coisas tão simples
Tem sido o meu destino compensar-me
Pela infância que eu nunca conheci

Você viu a minha infância por aí?
Estou procurando por aquela
Fantasia em minha juventude
Como piratas e sonhos cheios de aventura
De conquistas e reis no trono

Antes de me julgar, tente muito me amar
Olhe dentro do seu coração e então pergunte:
“Você viu a minha infância por aí?”

As pessoas dizem que sou estranho desse jeito
Porque eu amo coisas tão simples
Tem sido o meu destino compensar-me
Pela infância que eu nunca conheci

Você viu a minha infância por aí?
Estou procurando por aquela
Fantasia em minha juventude
Como histórias fantásticas para contar
Os sonhos em que eu ousaria,
Olhem pra mim, estou voando…

Antes de me julgar, tente muito me amar
A juventude dolorosa que eu tive

Você viu a minha infância por aí?

sábado, 30 de maio de 2009

Tô doida pra te ver chegar...

Sei que Deus está comigo, que Ele esta preparando minha benção....
Não tenho a menor dúvida de que quem me fez a promessa é FIEL pra cumpri-la!
Sei que meu tempo não é o mesmo de Deus! Eu sei, eu sei, eu sei...Eu sei de tudo isso!
Mas é muito difícil esperar! Ainda mais quando já sentimos o gostinho da benção nas mãos e perdemos.
A dor é grande. Aquela única listinha no teste de farmácia é cruel.
Como dói, meu Deus!
É uma dor só minha! Nem meu marido que deseja tanto um filho quanto eu, sabe a dor que é. Só mulher, só fêmea, só quem quer gerar e não consegue...Só quem sente na carne, na alma, no coração, sabe como é amarga e aguda essa dor.
É insuportável ouvir as pessoas dizendo: “- Deus sabe de todas as coisas.” –“Deus sabe o que faz.” “- Não seja ansiosa.” E blá blá blá!

EU SEI QUE DEUS SABE O QUE FAZ! EU SEI QUE ELE ESTÁ COMIGO!
JAMAIS DUVIDEI DISSO! ELE É MEU MELHOR AMIGO! SÓ ELE CONHECE DE VERDADE A DOR QUE SINTO!

Mas ouvir isso o tempo todo é um desgaste!!!

Eu sonho tanto, desejo tanto, preciso tanto...
Não existem palavras que possam expressar a dor dessa espera que parece que nunca acaba. E expectativa, a ansiedade... A esperança frustrada de quando se olha fixamente aquele bastãozinho do teste e os minutos vão passando e nada de aparecer a segunda listinha.
Sinto-me tão vazia...Não de Deus, não de amor, não de fé, nem de amigos... Vazia do meu filho!

Dói! Dói muito!

Essa semana ouvi uma mulher grávida de 3 meses dizendo: “-Eu me arrependo tanto de ter tirado o DIU!”
Ela não tinha alegria nas palavras, não tinha felicidade nos olhos, reclamava de ter ficado internada por três dias pq nada parava em seu estômago, de não estar podendo ir trabalhar todos dias...Ela não estava feliz.
E eu me pergunto: É justo isso?
Enquanto eu desejo com todas as minhas forças, ela rejeita, reclama...
Não, não é justo! Definitivamente não é justo!
E que Deus me perdoe se eu estiver dizendo besteiras, mas Ele sabe que estou falando com o coração. O mesmo coração que sangra, que grita por aquela alegria que perdeu a quase 4 meses atrás.

Todo meu ser anseia por aquela plenitude que senti quando estive grávida. A sensação de alívio e ao mesmo tempo medo. Um medo que não traz dor, um medo que toda mulher sente quando descobre que tem uma sementinha de Deus crescendo dentro dela. Acho que a palavra nem é medo, é temor! Mas aí vem o conforto da certeza de que tudo vai dar certo, que não há o que temer.
É um mix de sensações e emoções maravilhosas. Eu quero de novo, quero muito sentir tudo aquilo de novo. Não por 6 semanas. Eu quero as 40 semanas, eu quero os enjôos, as ultrassonografias, os desejos, os chutes, as fotos com barrigão, o orgulho e a felicidade nos olhos do futuro papai, eu quero a maternidade, o choro ao nascer, eu quero a primeira mamada, o gugu-dádá, as consultas com o pediatra, as filas nos sábados de vacinação, os primeiros passos, o primeiro tombo, o primeiro aniversario, o primeiro dia de aula, eu quero a vida inteira com meu filho (ou filha).
Sou mulher, eu tenho direito a isso! É natural! É o normal da vida!
Eu quero!
Ontem eu fui ver a Gaby (sobrinha do Alexandre que acaba de nascer), e ela sorriu pra mim! Eu quero mais sorrisos, muito mais sorrisos parecidos com aquele. Quero acordar todas as manhãs e ganhar um sorriso igual...
Só que do meu bebê! Meu! Presente de Deus!
Preciso, Senhor...Preciso!


Coisa estranha é sentir falta de alguém que ainda não existe.
Saudades de uma pessoa que ainda vai existir...

Tô louca pra te ver chegar, tô louca pra te ter nas mãos...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Tudo o que importa pra mim!

Criei essa bagaça pra falar com vocês, pessoas que eu amo, que são importantes pra mim.

Tudo o que importa!

E se vcs me conhecem sabe que sou assim:


Eu sou uma menina de 36 anos.

Amo como gente grande, minha essência é de criança, tenho problemas de adulto e sonhos atemporais.

Minha fé é maior que tudo. Porque o meu Deus é maior que o mundo, maior que a vida... Foi Ele quem criou tudo o que conhecemos e o que nem imaginamos existir.

Sou cristã, creio na volta de Jesus, no céu, no inferno, na salvação, num porvir maravilhoso que somente os que entregam a vida a Cristo, gozarão.

Não me envergonho de minhas convicções, mas também não as imponho a quem quer que seja. Não enfio o Evangelho “goela a baixo” dos meus amigos, mas oro por eles todos os dias. Espero mostrar-lhes a verdade que eu creio, com minhas atitudes, com meu modo de ser.

Que minha vida fale por mim!

Ainda falta acontecer muita coisa em minha trajetória, mas tudo o que me aconteceu até hoje me fez crescer.

Ter perdido me ensinou a valorizar tudo que tenho e o que vier a ter. Ganhar me ensinou que por mais difíceis que sejam as lutas, a vitória sempre é possível.

Tenho a melhor família do universo. Com discussões, gritaria, crianças correndo, berrando, chorando, sobrinhos se batendo e depois se abraçando, irmãs tão diferentes fisicamente, mas tão iguais na essência, uma mãe que as vezes mais parece minha filha, um pai que ainda vive na minha memória e no meu coração, o homem mais "tudo de bom" que conheci na vida!

O marido mais fofo e delicinha do mundo é o meu. Nossas briguinhas não duram 24 horas. Nós nunca dormimos brigados.
Nós vamos fazer um filho (ou filha) que terá os olhos do pai e covinhas na bochecha igual a mãe.

Não sonho com coisas maravilhosas demais pra mim. Coisas simples me fazem feliz.

Algumas pessoas dizem que eu vivo no passado, mas eu discordo veementemente.

Eu vivo o HOJE. Minhas saudades, lembranças e recordações fazem parte de mim, do que sou HOJE.

Meu passado não foi de todo bom! Coisas muito ruins me aconteceram no passado.
Mas apenas as boas, vivem dentro de mim ainda hoje.

Sou fã, mas não tenho ídolos. Tenho AMORES...

E aliás, que culpa tenho eu de ter nascido nos anos 70 e vivido intensamente a melhor década para se ser adolescente (anos 80)?

Sinto-me tremendamente privilegiada.

E eu sou feliz HOJE, apesar das bordoadas da vida, porque amo Jesus e sou amada por Ele.

E porque Ele me ama tanto, me deu tudo que tenho, tesouros preciosos que o dinheiro não pode comprar: família, amigos, dons que eu às vezes nem me dou conta que tenho, motivos pra gargalhar, sensibilidade para entender a dor das pessoas, um cachorro peludo e sapeca que se chama Joey Tribianni, que é meu filho canino e tem voz de desenho animado, um marido que é meu amigo, amante, incentivador.... ai, eu sou tão tão tão feliz!

E como diz a canção do Guilherme Arantes: EU DESEJO AMAR A TODOS QUE EU CRUZAR PELO MEU CAMINHO.
COMO SOU FELIZ, EU QUERO VER FELIZ, QUEM ANDAR COMIGO.
VEM...